—Creio; ninguem se distrae á toa.
—Escobar....
Hesitei; elle esperou.
—Que é?
—Escobar, você é meu amigo, eu sou seu amigo tambem; aqui no seminario você é a pessoa que mais me tem entrado no coração, e lá fóra, a não ser a gente da familia, não tenho propriamente um amigo.
—Se eu disser a mesma cousa, retorquiu elle sorrindo, perde a graça; parece que estou repetindo. Mas a verdade é que não tenho aqui relações com ninguem, você é o primeiro e creio que já notaram; mas eu não me importo com isso.
Commovido, senti que a voz se me precipitava da garganta.
—Escobar, você é capaz de guardar um segredo?
—Você que pergunta é porque duvida, e nesse caso....
—Desculpe, é um modo de falar. Eu sei que é moço serio, e faço de conta que me confesso a um padre.