—Não! exclamei de repente.
—Não quê?
Tinha havido alguns minutos de silencio, durante os quaes reflecti muito e acabei por uma ideia; o tom da exclamação, porém, foi tão alto que espantou a minha visinha.
—Não ha de ser assim, continuei. Dizem que não estamos em edade de casar, que somos creanças, creançolas,—já ouvi dizer creançolas. Bem; mas dous ou tres annos passam depressa. Você jura uma cousa? Jura que só ha de casar commigo?
Capitú não hesitou em jurar, e até lhe vi as faces vermelhas de prazer. Jurou duas vezes e uma terceira:
—Ainda que você case com outra, cumprirei o meu juramento, não casando nunca.
—Que eu case com outra?
—Tudo póde ser, Bentinho. Você póde achar outra moça que lhe queira, apaixonar-se por ella e casar. Quem sou eu para você lembrar-se de mim nessa occasião?
—Mas eu tambem juro! Juro, Capitú, juro por Deus Nosso Senhor que só me casarei com você. Basta isto?
—Devia bastar, disse ella; eu não me atrevo a pedir mais. Sim, você jura... Mas juremos por outro modo; juremos que nos havemos de casar um com outro, haja o que houver.