—Que vai matar-se.

—Jesus!

—Qual o que! Não se mata, não. Deolindo é assim mesmo; diz as cousas, mas não faz. Você verá que não se mata. Coitado, são ciumes. Mas os brincos são muito engraçados.

—Eu aqui ainda não vi d'estes.

—Nem eu, concordou Genoveva, examinando-os á luz. Depois guardou-os e convidou a outra a coser.—Vamos coser um bocadinho, quero acabar o meu corpinho azul...

A verdade é que o marinheiro não se matou. No dia seguinte, alguns dos companheiros bateram-lhe{217} no hombro, comprimentando-o pela noite de almirante, e pediram-lhe noticias de Genoveva, se estava mais bonita, se chorára muito na ausencia, etc. Elle respondia a tudo com um sorriso satisfeito e discreto, um sorriso de pessoa que viveu uma grande noite. Parece que teve vergonha da realidade e preferiu mentir.

FIM DA NOITE DE ALMIRANTE.

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[MANUSCRITO DE UM SACHRISTÃO]

[I]