—Cançado? perguntei eu.
—Muito; aturei duas massadas de primeira ordem, uma na camara e outra na rua. E ainda temos terceira, accrescentou, olhando para a mulher..
—Que é? perguntou Virgilia.
—Um... Adivinha!
Virgilia sentara-se ao lado delle, pegou-lhe n'uma das mãos, compoz-lhe a gravata, e tornou a perguntar o que era.
—Nada menos que um camarote.
—Para a Candiani?
—Para a Candiani.
Virgilia bateu palmas, levantou-se, deu um beijo no filho, com um ar de alegria pueril, que destoava muito da figura; depois perguntou se o camarote era de boca ou do centro, consultou o marido, em voz baixa, acerca da toilette que faria, da opera que se cantava, e de não sei que outras cousas.
—Você janta comnosco, doutor, disse-me o Lobo Neves.