—A você, confirmou o Palha. Devia tel-a dito ha mais tempo, mas estas historias de casamento, de commissão das Alagoas, etc., atrapalharam-me, e não tive occasião; agora, porém, antes do almoço... Você almoça commigo.
—Sim, mas que é?
—Uma cousa importante.
Dizendo isto, tirou um cigarro, abriu-o, desfiou o fumo com os dedos, enrolou a palha outra vez, e riscou um phosphoro, mas o vento apagou o phosphoro. Então pediu ao Rubião que lhe fizesse o favor de segurar o chapéo, para poder accender outro. Rubião obedeceu impaciente. Bem póde ser que o socio, esticando a espera, quizesse justamente fazer-lhe crer que se tratava de um terremoto; a realidade viria a ser um beneficio. Puxadas duas fumaças:
—Estou com meu plano de liquidar o negocio; fallaram-me ahi para uma casa bancaria, logar de director, e creio que acceito.
Rubião respirou.
—Pois sim; liquidar já?
—Não, lá para o fim do anno que vem.
—E é preciso liquidar?
—Cá para mim, é. Se a historia do banco não fosse segura, não me animaria a perder o certo pelo duvidoso; mas é segurissima.