D. Fernanda leu a carta do presidente do conselho; era um pedido para ir falar-lhe ás duas horas da tarde.

—Mas então o ministerio...?

—Está completo, deu-se pressa em dizer o deputado; os ministros estão nomeados.

Não acreditava de todo o que dizia. Imaginava alguma vaga da ultima hora, e a necessidade urgente de a preencher.

—Hade ser alguma conferencia politica, ou talvez queira conversar sobre o orçamento,—ou incubir-me algum estudo.

Dizendo isto, para illudir a mulher, sentiu a probabilidade das hypotheses, e outra vez se abateu; mas, tres minutos depois, as borboletas da esperança volteavam deante delle, não duas, nem quatro, mas um turbilhão, que cegava o ar.


[CAPITULO CLXXVII]

D. Fernanda esperou, cheia de ancias, como se o ministerio fosse para ella, e lhe viesse dar qualquer gosto, que não fosso amargo o complicado. Uma vez, porém, que satisfizesse o marido, tudo iria pelo melhor. Theophilo tornou ás cinco horas e meia. Pelo aspecto reconheceu que vinha satisfeito. Correu a apertar-lhe as mãos.

—Que ha?