—E o cachorro? perguntou D. Fernanda ao creado.

—Está preso no quarto, lá dentro.

—Vá buscal-o.

Quincas Borba appareceu. Magro, abatido, parou á porta da sala, estranhando as duas senhoras, mas sem latir; mal erguia os olhos apagados. Chegou a dar meia volta ao corpo na direcção do interior da casa, quando D. Fernanda fez uns estalinhos com os dedos; elle parou, agitando a cauda.

—Como é mesmo que se chama? perguntou a D. Fernanda.

—Quincas Borba, respondeu o criado, rindo, com a voz arrastada. Tem nome de gente. Eh! Quincas Borba! vae lá! a senhora está chamando.

—Quincas Borba! vem cá! Quincas Borba! repetiu D. Fernanda.

Quincas Buba acudiu ao chamado, não pulando, nem alegre. D. Fernanda inclinou-se, fallou-lhe, perguntou-lhe pelo amigo, se estava longe, se queria ir vel-o. Assim mesmo inclinada, interrogava o creado sobre o trato do cão.

—Agora come, sim, senhora; logo que meu amo sahiu, não queria comer nem beber;—eu até pensei que estivesse damnado.

—Come bem?