[CAPITULO CXC]

Sobreveiu um successo que distrahiu D. Fernanda do Rubião; foi o nascimento de uma filha de Maria Benedicta. Ella correu á Tijuca, encheu de beijos a mãe e a creança, deu a mão a beijar a Carlos Maria.

—Sempre exuberante! exclamou o joven pae, obedecendo.

—Sempre seccarrão! retorquiu ella.

Apesar da resistencia do primo, D. Fernanda acompanhou a convalescença de Maria Benedicta, tão cordial, tão boa, tão alegre, que era um encanto conserval-a em casa. A felicidade d'aqui fel-a esquecer a desgraça d'acolá; mas, convalescida a recente mãe, D. Fernanda acudiu ao enfermo.


[CAPITULO CXCI]

«Conto restituil-o á razão no fim de seis ou oito mezes. Vae muito bem.»

D. Fernanda mandou a Sophia esta resposta do director da casa de saude, e convidou-a a irem ver o enfermo, se achasse que não lhes ficava mal. «Que mal póde haver? respondeu Sophia em um bilhete. Mas eu é que não teria animo de vel-o; foi tão nosso amigo, que não sei se poderia supportar a vista e a conversação do pobre homem. Mostrei a carta a Christiano, que me declarou ter liquidado os bens do Sr. Rubião: apurou tres contos e duzentos.»