D. LEOCADIA

Ah! ah! Já o doente começa a adular o medico. Não, senhor, ha de ir á China. Lá ha mais livros velhos que olhos bonitos. Ou não tem confiança em mim?

CAVALCANTE

Oh! tenho, tenho. Mas ao doente é permittido fazer uma careta antes de engolir a pilula. Obedeço; vou para a China. Dez annos, não?

D. LEOCADIA, levanta-se.

Dez ou quinze, se quizer; mas antes dos quinze está curado.

CAVALCANTE

Vou.

D. LEOCADIA

Muito bem. A sua doença é tal que só com remedios fortes. Vá; dez annos passam depressa.