—Quem é?

—Eu.

Rybine entrou. Tendo trocado os cumprimentos, alizou a barba demoradamente, olhou para o quarto, e disse:

—D’antes deixavas entrar toda a gente, sem perguntares quem era... Estás sosinha?

—Estou.

—Julguei que estivesses com o André. Vi-o hoje. A cadeia não corrompe o homem. O que corrompe mais do que tudo é a estupidez.

Passou ao quarto e sentou-se.

—Venho dizer-te alguma coisa. Tive uma idéa...

A sua gravidade e o seu ar misterioso sobresaltaram Pélagué, que se sentara diante d’elle.

—Tudo custa dinheiro! começou. Ninguem nasce nem morre gratuitamente. Ora os folhetos tambem custam dinheiro. Sabes d’onde elle vem para pagar os folhetos?