Adormecera Pélagué, rápida e socegadamente, quando, de manhãsinha, a despertaram umas pancadas violentas na porta da cosinha. E succediam-se com teimosia. Ainda fazia escuro. Vestiu-se á pressa, correu a perguntar, atravez da porta:

—Quem está ahi?

—Eu! respondeu voz desconhecida.

—Quem?

—Abra! Abra! murmurou a mesma voz, agora sumida e supplicante.

Pélagué puxou o ferrolho e empurrou a porta: E entrou Ignaty, a exclamar alegremente:

—Ah! não me enganei! Cheguei a bom porto!

Vinha coberto de lama até á cintura, o rosto desfigurado, fundas olheiras, e do bonné saíam-lhe em desordem os cabellos annellados.

—Grande desgraça lá por casa! segredou logo ao fechar a porta.

—Já sei...