Passem nos ceus, com rapidez tamanha, Os astros diamantinos; Que a terra os segue; a terra os acompanha Eguaes são seus destinos!...
Aquillo que ha de vir e que deriva D'aquillo que hoje somos, Que em si contém do Eterno a parte viva, Nos filhos o depomos!...
Os filhos são da arvore da vida A flôr dos novos fructos, A quem de Deus a essencia é transmittida, Com os seus mil attributos!
E os paes então o fructo assasonado, Já proximo da queda; Com elles cae a parte do Passado Que é morta, e Deus arreda!
E quem nas leis divinas confiando, Á fulgida seara Do bem se consagrou, não morre quando Dos vivos se separa!...
Contente desce em paz á sepultura, Na crença de que os filhos Verão mais tarde em plena formosura Dos sonhos seus os brilhos!
Na marcha ascencional da humana historia, Que a mão de Deus conduz, O filho entrou na Luz que é transitoria, O pae na eterna Luz!...
Á farta os vermes seu cadaver róam Na campa onde se esvae! Sua alma triumphante e os soes entoam Hossana a Deus que é Pae!
Abril de 1898.