E adore, á luz dos fachos sempre novos, Do teu santuario, o espirito fecundo De Deus, Supremo Bem, que ampara o mundo, Inspira as almas e dirige os Povos!...

E emquanto a vida vae em seu caminho, Por entre o dia claro e a noite escura, Conserva intacta esta alma crente e pura, Porque possa voltar ao patrio ninho!...

Á luz da minha critica profana, A Lei Suprema, que de Deus deriva, Eleva aos soes, em marcha progressiva, De virtude em virtude a alma humana!...

Se duvidas tivesse, a fé e a esperança Levavam em contrario a vida minha, E a bussola, que ignora onde caminha, Segue o seu norte e d'elle emfim descança!...

Astros sem fim, oh soes que estaes por cima, Longe da Terra, em região mais pura! Deixae que o corpo desça á sepultura E a vós se eleve o espirito que o anima!

O irmão da Luz, o amante da Verdade, Hade ir, deixando o envolucro que veste Como hospede da abbobada celeste, Internar-se feliz na immensidade!...

Astros! egual é a lei que nos governa! Na Terra, o nosso espirito fecundo Penetra nos reconditos do mundo, E vive como vós a Vida Eterna!

Beselga, 1872.

NOTAS ELUCIDATIVAS

A DEDICATORIA