Estas lutas não podem continuar, e não podem continuar, sobretudo, no campo em que infelizmente foram postas.
Eu, quando vim representar a Republica Portugueza, não vim com o desejo de que todos os portuguezes se fizessem republicanos: não precisamos de tanto. A unica coisa que desejamos, que eu desejo, como patriota, é que todos sejamos bons portuguezes. (Muito bem, muito bem.)
Eu louvo até, com a franqueza que me caracteriza, que hajam convicções monarchicas no meio de portuguezes. O que é necessario é que os republicanos respeitem os monarchistas e que os monarchistas respeitem os republicanos (Muito bem).
O que nós pedimos é muito pouco: é que nunca confundam as glorias da patria, da terra onde nasceram com as pequeninas paixões que possam viver no nosso espirito. (Muito bem, muito bem).
E, posta a luta nestes termos, como é facil todos nos entendermos! Basta que cada um de nós se esforce para ser o melhor portuguez que possa ser; trabalhe pelo engrandecimento do seu paiz; honre o nome portuguez por toda a parte; defenda as suas convicções politicas, mas honradamente, honestamente.» (Muito bem. Palmas).
Depois de varias considerações termina o sr. Antonio Luiz Gomes.
«Para realisar a nossa obra não queremos que todos sejam republicanos; o que queremos apenas é que ninguem se esqueça que a patria está acima das paixões de cada um. (Muito bem).
E eu estou convencido de que esse tempo vae chegar rapidamente.
A Republica vae, dentro de pouco tempo, ter a sua constituinte, a sua constituição.
Nas ultimas eleições, que foram feitas em condições excepcionaes, depois de uma revolução, depois de boatos aterradores, a Republica já teve a sua consagração.