Grita Alexandre (e nelle os olhos crava)
Quem hes, que entre immortaes fulguras tanto?
Sou (lhes diz) quem remio de vil quebranto
Europa curva, oppressa, e quasi escrava.

Deixei de sangue o pégo rubicundo;
Troféos em meu sepulcro a Patria arvora;
Raio ardi sobre o Gallo furibundo…

Nisto de novo o Macedonio chora:
O que immensa extensão venceo do Mundo,
Quem vencêra hum só povo inveja agora.

Bocage.

* * * * *

Á Memoria de Ulmia.

*SONETO.*

Quando meu coração de Amor vivia,
Ufana a liberdade em ver-se escrava,
E quando para mim se variava
O Ceo n'um riso, o Ceu n'um ai de Ulmia!

Das escuras Irmans a mais sombria,
E que mais com seu pêzo o Mundo aggrava,
Na vista divinal, que me encantava,
Roubou luz á minha alma, e luz ao dia.

Não mais, Dor, Fado meu, Dor, meu costume,
Cedo a paz gozarei, que o peito anhéla,
Nos olhos do meu Bem, do Ceo já lume;