[2] Allusão a lindos versos, compostos, e gravados por Analia em hum tronco.

Planta, Planta de Amor, prospéra, e cresce,
Dos Cedros invejada, os Ceos penetra;
E se foste o que sou, se acaso outr'hora
Foste Amante feliz, ou triste Amante,
Se és Ente humano, transformado em tronco,
De Amor por tyrannia, ou por piedade,
Junto aos versos de Analia acolhe os versos
Do choroso Amador, soffre-os, não temas
Contagio nelles, que te dane, e murche.
A Mão formosa, que te honrou, que adoro,
Imprimindo-os em ti, tambem nos troncos,
Como nos corações, fará portentos.
Seu hálito de rosas te bafeje:
Illesa ficarás, e a côr da Morte,
(Côr minha) voará do metro amargo,
Que assim do coração subio aos labios:
«Do seu bem, do seu Nume Elmano ausente,
«Suspirando, morrendo, implora auxilio
«Á mão porque suspira, e por que morre.
«A mão de Analia, que lhe rege os Fados,
«No docil tronco, monumento amavel
«De paixão triste, mas fiel, e eterna,
«Estes sentidos caractéres lavre:
«Elmano por Analia esmorecia,
«Elmano foi feliz, mas expirando:
«Com ella não vivêo, morrêo por ella.»

«Se amas, lê, Caminhante, e não lhe chores
«A morte, que lhe foi melhor que a vida.»

+FIM.+

Aos Escravos de Amor (meus socios) mando
Suspiros da Saudade em verso brando.