[XVI]
Porri-potente heróe, que uma cadeira
Sustens na ponta do caralho tezo,
Pondo-lhe em riba mais por contrapezo
A capa de baetão da alcoviteira:
Teu casso é como o ramo da palmeira,
Que mais se eleva, quando tem mais pezo:
Se o não conservas açaimado e preso,
É capaz de foder Lisboa inteira!
Que força tens no horrido marsapo,
Que assestando a disforme cachamorra
Deixa conos e cús feitos n'um trapo!
Quem ao ver-te o tezão ha não discorra
Que tu não podes ser senão Priapo,
Ou que tens um guindaste em vez do porra?
(D.)
[XVII]
Dizem que o rei cruel do Averno immundo
Tem entre as pernas caralhaz lanceta,
Para metter do cú na aberta greta
A quem não foder bem cá n'este mundo:
Tremei, humanos, d'este mal profundo,
Deixai essas lições, sabida peta;
Foda-se a salvo, coma-se a punheta;
Este o prazer da vida mais jucundo: