Por variar nas mãos metti-lhe a teta;
Tosse o pae, foge a filha… Oh vida errada!
Lá me ficou em meio uma punheta!

[XLVIII]

Quando no estado natural vivia
Mettida pelo matto a especie humana,
Ai da gentil menina deshumana,
Que á força a greta virginal abria!

Entrou o estado social um dia;
Manda a lei que o irmão não foda a mana,
É crime até chuchar uma sacana,
E péza a excommunhão na sodomia:

Quanto, lascivos cães, sois mais ditosos!
Se na egreja gostais de uma cachorra,
Lá mesmo, ante o altar, fodeis gostosos:

Em quanto a linda moça, feita zorra,
Voltando a custo os olhos voluptuosos,
Põe no altar a vista, a idéa em porra.

[XLIX]

Levanta Alzira os olhos pudibunda
Para ver onde a mão lhe conduzia;
Vendo que n'ella a porra lhe mettia
Fez-se mais do que o nacar rubicunda: