—Mas, minha menina, continuou a velhinha limpando as lagrimas, que ainda lhe banhavam as faces, se por força quer fallar esta noite ao senhor Alberto, ao menos faça-me uma coisa.
—Qual é?
—Mude a hora da entrevista; mande dizer ao senhor Alberto que venha á meia noite.
—Á meia-noite, tia Quiteria! Quasi a essa hora se vão as visitas.
—Então o que tem? O senhor Alberto que espere. Olhe, a senhora D. Antonia, o que deseja é ver se a apanha lá, e por conseguinte esteja a minha menina certa que lhe não ha de pôr obstaculos.
—Oh! isso sei eu.
—Então está combinado?
—Pois sim! tornei eu com a indifferença do fatalismo.
—Ora bem! disse a Quiteria muito satisfeita. Assim talvez ainda as possamos lograr! Deus está por nós. Elle nos ajudará. Fique a menina descançada que d’aqui a duas horas está o senhor Alberto avisado.
E, despedindo-se de mim, dirigiu-se para a porta; mas, quando ia a levantar o fecho, parou, como se lhe houvesse esquecido alguma coisa, e disse: