NERO

Que linda garganta que tem Rubria! Que branca! (bebe) Eu precizo distrahir-me. Vinheis ouvir o poema! Não posso lêr! Nem cantar! Nem tenho paciencia. Não posso ficar em Roma, irei para Ancio. Abafo, n'estes bairros apertados, no meio de cazas que se desmuronam, de ruellas immundas. Um ar empestado chega até aos jardins, chega até aqui! Porque não houve, nunca, um tremôr de terra que destruisse Roma? Se um Deus, na sua colera, a nivelasse com a terra, eu ensinaria como se edificava uma cidade para capital do mundo!

TIGELINO

Não dizes, tu, Cezar: se um Deus destruisse a cidade?

NÉRO

Sim e então?

TIGELINO

Não és, tu, um Deus?

SENECION

Podes fazel-o.