.......... «Aviso-te de que receberás, em breve, ordem de não abandonar Cumas e dias depois a de te abrires as veias... Eis o que está decidido no palacio de Cezar... Vale. Séneca.» Virá atrazada a ordem. Licio, dirás a teu amo que lhe agradeço a carta e que já estava prevenido. Leva-lhe esta taça (dá-lhe uma d'oiro) como recordação minha e penhôr de nossa longa amizade. (o servo sahe) (ao escravo) Chama Eunice. (rindo) Julgava, talvez, surprehender-me esse bandalho de Cezar! Como se eu lhe não conhecesse as manchas de toda a vida! Como não respondi, logo, á sua carta, decidiu-se. Pois ha-de agradar-lhe a resposta. (Entra Eunice, de branco. Petronio, senta-se) Vem Eunice; abraça-me e beija-me! Amas-me?
EUNICE
Se fôsses um Deus, não te amaria mais. (ajoelha-se-lhe aos pés)
PETRONIO
E tu sabes a quem deves o meu amôr?
EUNICE
A ti, á tua bondade!
PETRONIO
E a Chilon.