Nada receieis. Nenhum tem necessidade de dizer que ouviu ler esta carta. (Faz signal ao medico que entra. Este passa-lhe no pulso uma anilha de oiro e com um estylete abre-lhe a veia radial).
EUNICE
Senhor, se os Deuses me dessem a immortalidade, se Cezar me desse um imperio, para te deixar, eu não faria nunca! Tenho pois o direito de ir comtigo... concede-m'o!
PETRONIO
Tu amas me, verdadeiramente, divina! Vem commigo, pois, se assim o queres.
EUNICE, alegre, estendendo o braço ao medico
Abre. (O medico faz o mesmo. O sangue corre. Eunice inclina se sobre o peito de Petronio).
PETRONIO
Phalerno! (Um escravo deita-lh'o) Servide antes, ás damas, o xaroposo Careno, ou o opalino Chio, que convida a amar! (Inclina se para Eunice) Não queres tu, Divina, que bebamos, na tua taça, pela ultima vez, aos Deuses, por toda a felicidade que nos deram?