Sou eu, minha mãe e meu filho.
Uma quasi que perdeu a consciencia, o outro não a tem ainda. Sou eu que preciso pensar e trabalhar por todos tres.
Na grande desgraça que me feriu, a ideia de que sou necessaria, de que me tornei indispensavel aos entes a quem mais quero, inoculou-me no espirito dilacerado uma força superior.
Mas como foi que tudo isto succedeu? perguntas tu cheia de pasmo.
Não sei! Uma mulher que passou, uma artista que tinha em talento o que lhe faltava em coração e que o levou atrás de si, satelite desprezivel, de um astro cahido.
Não tenho saudades d'elle, crê que não tenho.
O homem que eu amei era uma nobre e digna creatura, incapaz de transigir com a honra, e de submetter-se á tyrannia dos appetites brutaes.
Tinha defeitos, era violento, apaixonado, irascivel, mas era honesto.
Esse homem morreu, ou não existiu nunca.