E continuava a trabalhar, a dar ordens no humido armazem sombrio entre os escravos...
N'isto saccudiram-no uma, duas vezes, tres vezes...
—Ó grande mandrião, pois isto são horas de dormir ainda? Olha que já estou a pé ha duas horas! Na cozinha vae tudo raso com trabalho! Arriba, homem! Não tens vergonha, dorminhoco?
E o brazileiro, estendendo os braços e esfregando os olhos com os punhos fechados, perguntou bocejando:
—Que horas são?
—Dez horas, grandecissimo perguiçoso!
—Ha quarenta annos que não durmo um somno tão bom, minha mãe!
A PERCEPTORA
Chamava-se Martha de Vasconcellos.