Zelo do bem.

Naõ me traz no coraçaõ,
O máo, o perverso, e rude,
Pareço as vezes paixaõ,
Porèm sempre sou virtude.

Desprezo proprio.

Pois no mal naõ faço pauza,
Tudo faço em meu despeito,
Desprezo o mal como effeito,
E amim como propria causa.

Renunciaçaõ.

Deime com favor dos Ceos,
A Deos meu ultimo fim,
Porque dandome eu a Deos,
Se me desse Deos a mim.

Innocencia.

Sò de mim se entende, e cre
Que sem mal posso ter bem,
Quem me tem nunca me vé,
Quem me vè ja me não tem.

Correiçaõ fraterna.

Dos vicios sou adversaria,
Todo o mundo me ha mister,
Sendo a todos necessaria,
Ninguem me pode sofrer.