VICIOS. Soberba.
Trago o rostro sesudo,
Ando melanconizada,
Cuido de mim que sou tudo,
E eu sou menos, que nada.
Avareza.
Nada dou, tudo retenho,
Atè a mim me nego o bem,
Peço quanto os outros tem,
Naõ dou nada do que tenho.
Ira.
Para tudo sou mofina,
Ando amarella, e rayvosa,
O mimo brando me indigna,
Como palavra afrontosa.
Inveja.
He minha condiçaõ tal,
Que me naõ sofre ninguem,
Porque atè o alheyo bem,
Me serve de proprio mal.
Preguiça.
Nunca me quero mover,
Porque em nada me resolva
Mas que o mundo se resolva,
Naõ me posso resolver.