Os differentes materiaes que hão de compôr a porcelana, depois de devidamente moidos e lavados são compostos e em seguida levados ás mós horisontaes para os moer e misturar, e em seguida guardados em depositos até adquirirem um certo grau de consistencia.

D'estes depositos vae a massa para a casa da amassadura onde é lançada em vasos de barro poroso, de fórma de pyramides conicas troncadas, a que se dá o nome de coques.

D'estes coques é a massa levada para uma larga banca de pedra, a fim de ser amassada a pés. São dois ou mais homens que amassam a porcelana na banca{41} referida; amassada ella dividem-a em muitas fracções, com a fórma de cones, e que denominam pélas.

Estas pélas são em seguida levadas para a officina das rodas de oleiro, onde são separadamente amassadas á mão sobre uma pequena banca de marmore, a fim da massa ficar mais unida e homogenea, e bem assim desapparecerem alguns veios escuros que ás vezes adquire, ficando assim apta para ser obrada.

O methodo empregado na Vista Alegre na execução das differentes peças de porcelana, é o de encher e o de moldar.

As caixas refractarias—gazetas—onde se mettem as peças para serem levadas aos fornos são fabricadas por meio de moldes de gesso, variando as suas dimensões conforme as peças que devem conter.

Bem seccas as peças que sahiram da roda do oleiro, ou dos moldes, procede-se ao seu enfornamento, collocando-se primeiramente dentro das gazetas ou sem ellas.

Levadas ao forno são collocadas no segundo pavimento, pois agora só recebem o calor brando, a que chamam—chacote.

Recebida esta primeira cosedura, vão para a officina de vidrar. O vidrado é dado por immersão das peças dentro d'uma grande tina em que se acham diluidos em agua os corpos que compõem o esmalte.

As peças mettem-se e tiram-se rapidamente ficando tambem logo seccas como se não houvessem recebido banho algum.