A mulher, coitadinha! estava muito acabada, não pela idade, mas pela doença.
Pois o João Ignacio ia ter uma grande satisfação.
Mandado pela mãe, o pequeno tinha feito a enorme caminhada e já andava alli perto, deitando inculcas, para saber onde encontral-o. Trazia-lhe noticias frescas de todos os de casa: da doente, das irmãs, e até do Calçado, muito rosnador com a velhice, e da porca, que estava gorda, gorda—uma perfeição de animal!
O João Ignacio topou o filho á porta do lagar, onde tinha despejado mais um cesto.
Deitou-lhe a benção, arredou-o de si um quasi nada para miral-o de alto a baixo, e tendo-o visto são e escorreito, deu-lhe uma palmada no hombro.
—Basta que sim! Estaes rijo como...
E sem enunciar o termo da comparação, perguntou pressuroso:
—Como vae a porca?
—Álhora!... O pae então pergunta-me pela porca, e não quer saber da minha mãe?
—Eh! rapaz! A porca custou dinheiro e vossa mãe não me custou nada!