Não, papá; quero ir com ella, p'ra me ensinar o caminho. Socegue, papá; lá p'r'o anno, por um systema moderno, para o céo e p'r'o inferno, vae haver americano. Adeus, meu querido papá.

Germano (abraçando-o)

Filho do coração!

Alfredo

Não se esqueça de ir por lá. (Expira).

Germano (simples)

Passa p'ra cá meio tostão. (Vendo que Alfredo morreu) O que vejo?! Já morreu! Morreu, sim, tenho a certeza. Ora vejam que despeza vou fazer p'ra ir ao céo. Eu não resisto a taes dores; não, não as posso soffrer. (Despe o casaco, estende-o no chão, e deita-se sobre elle, dizendo) Boas noutes, meus senhores: eu cá tambem vou morrer. Vae tudo assim de uma vez. É melhor e mais depressa. (Estica a canella).

Alfredo (levanta-se e diz)

Mas não façam morrer a peça, já que morremos os tres. (Torna a morrer sentado).

SCENA ULTIMA