SONETO XV.
Passei o Rio, que tornou atraz,
Se acaso he certo o que Camões nos diz,
Em cuja ponte hum bando de Aguazis
Registrão tudo quanto a gente traz.
Segue-se hum largo, em frente delle jaz
Longa fileira de baiucas vís:
Cigarro acezo, fumo no nariz,
He como a companhia alli se faz.
A cidade por dentro he fraca rez,
As moças põem mantilhas, e andão sós,
Tem boa cara; mas não tem bons pés.
Isto, coifas de prata, e de retroz,
E a cada canto hum sórdido Marquez,
Foi tudo quanto vi em Badajoz.
Á Serenissima Princeza entrando no banho.