—Se é d’aquella maneira que elle faz o seu serviço, não tarda que o despeçam.

—Bem se importa elle com isso! não tem vontade nenhuma de ficar onde está; vae tomar um café e estabelecer-se por sua conta.

—Oh! então o caso é differente. E a menina é que vae para o balcão?

—Ora! quem sabe! tem-se visto coisas mais de espantar.

—O Alexandre vae tomar um botequim por sua conta! Ah! ah! ah! essa é forte de mais, pode-se juntar com o capilé.

—Sr. Cebollinha, o senhor é muito maldoso, diz mal de toda a gente, desacredita todo o bairro. É uma coisa muito trivial, todos os dias se estão a estabelecer os moços de botequim por sua conta, isso vê-se a cada passo!...

—Sim, mas os que fazem isso são aquelles que têem feito economias, que têem forrado alguma coisa do seu ordenado, e não os gastadores, os extravagantes como o seu Alexandre.

—Porque é que diz: o seu Alexandre? Elle é tanto meu como de qualquer outra! o rapaz deve-lhe alguma coisa, para o senhor estar assim a dizer mal d’elle?

—É verdade que sim; deve-me ainda uma libra de mel que lhe vendi para adoçar as suas tisanas, quando esteve doente, e, como o patrão me tinha prohibido de lhe dar fiado, sou eu que terei de pagar.

—Ora! elle lhe pagará o seu mel. Olhe, lá o chamam, ande, volte para a loja.