—Isso e o que eu quero é a mesma coisa.
—Agora, menina Lisa, vou tambem descançar... a menina tem o que lhe é preciso; não deseja mais nada?
—Não, minha senhora, muito agradecida.
—Quando a pequenita acordar, é preciso fazel-a beber; depois, se tossir, deve-lhe dar o calmante.
—Pode ir socegada, minha senhora.
—Boa noite, até ámanhã. Virei cedo saber noticias da minha Adelina.
Lisa fica só. Põe-se a admirar o quarto onde se acha; a mobilia é toda nova e d’um gosto lindo.
—Que felicidade não é viver n’um aposento tão bonito, diz ella comsigo; mas a final de contas, tambem aqui se pode estar muito doente, e ter tanto desgosto como n’um modesto quarto de qualquer agua-furtada; eis aqui uns livros, mas não lerei nenhum, trouxe o meu trabalho, vou trabalhar.
Lisa deita-se ao bordado. D’ahi a pouco a Adelinasinha acorda, e ella dá-lhe de beber; um pouco mais tarde a creança tosse, e ella faz-lhe tomar uma colhér do calmante. Assim se passa uma parte da noite. Pela volta das tres horas, o somno apodera-se de Lisa, que procura em vão resistir-lhe porque n’ella a necessidade de dormir era tão imperiosa que não a podia vencer. Mas, como a sua doentinha dorme mui socegadamente, a joven enfermeira não tarda a fazer outro tanto.
Cerca das sete horas da manhã, Lisa acorda, e quasi no mesmo instante, abre-se uma porta e aparece a sr.ª Montémolly embrulhada n’um lindo roupão. Approxima-se da cama dizendo: