—Fará a senhora muito bem.

—A alfazema tambem tem propriedades reconhecidas?

—Tem, sim, minha senhora, é aromatica.

—Dê-me tambem uma porção de alfazema, que é para trazer nas algibeiras. Que mais me poderá o senhor dar que seja contra os maus ares? Ah! patchouli... tem patchouli?

—Não, minha senhora, isso vende-se nas perfumarias; mas olhe que o patchouli cheira muito bem mas não combate o mau ar, e, se abusar d’elle, pode alguma vez atacar-lhe o systema nervoso.

—Ah! eu não quero nada que ataque o meu systema; a mais pequena coisa me irrita os nervos!

—Então, minha senhora, leve antes valeriana, é uma raiz com que se faz uma infusão como o chá. Comtudo, devo prevenil-a de que não é agradavel de beber, e que tem muito mau cheiro, mas é muito saudavel.

—Oh! dê-me cá d’essa raiz, bebel-a-hei e tral-a-hei sempre commigo.

O praticante dá a esta senhora tudo quanto ella lhe pede; ella enche as algibeiras e o seio de camphora, arruda, chloro, alfazema, valeriana, e leva uma garrafa de agua chloretada. Vae deixando por onde passa uma mistura de cheiros cuja reunião nada tem de agradavel.

—Se esta senhora não tem á noite uma forte enxaqueca, será um grande milagre! diz um dos rapazes.