A critica indigena, ignorante ou perversa, petulante ou futil, feriu-se com as proprias armas.
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Que o autor da Talitha, sem prestigio para fazel-o, permittiu-se a liberdade de escrever um drama em verso, fórma litteraria que está totalmente banida do theatro moderno, supplantada pela prosa.
É outra censura da critica indigena; espera-a a mesma sorte das anteriores: a critica é vesga e não sabe o que diz.
Do theatro moderno ainda não foi banida a fórma alta e pura do verso: semelhante vandalismo seria uma violencia feita á arte, á belleza, ao bom gosto, á suprema lei do rythmo, para cujo excelso dominio tendem naturalmente todas as manifestações da vida e a linguagem da poesia do metro e da rima, a altissima elegancia.
Moderno é Victor Hugo, gigante de oiro do theatro francez e escreveu em verso: Esmeralda, Burgraves, Ruy Blas, Cromwell, Torquemada, Grandmère, L'Épée, Mangerontils?, Sur la lisière d'un bois, Les gueux, Étre aimé, La Forêt-mouillée.
Modernos são Paul Delair e Lomon e escreveram em verso os seus dramas Garin, Jean Dacier e Marquis de Kenilis que Zola critica asperamente na sua obra—Naturalisme au Théâtre.
Moderno é Banville e produziu Hymnis, Riquet à la houpe e Socrates et sa femme, tres comedias em verso.
Moderno é Alphonse Daudet e entre as suas obras figura Char, comedia em verso, em um acto.
Moderno é Alfred Musset e legou ao theatro da sua patria: Les marrons du feu, comedia; A quoi rêvent les jeunes filles, comedia; e La coupe et les lèvres, drama, todos em verso.