Assim o quer, direi; jamais o seu protesto
póde ser verdadeiro...
Ruy
E porque não, Talitha?...
Talitha
Não sei, não sei porque. A jura é como o gesto
que abala fortemente, a nossa vida agita,
mas passa e foge...
Ruy
Ah! sim, quando falla sómente
o labio, sem fallar tambem o coração...
Ah! de certo que assim o labio sempre mente.
Mas quando o sangue estúa e faz tremer a mão
de quem jura, Talitha, ou quando a fronte em braza,
apenas num momento, empallidece e tomba,
bem como se a roçára a ponta fria da aza
feita de gelo e dôr de alguma extranha pomba,
quando um homem que sempre olhou de frente o sol
tem medo de encarar o olhar de um rouxinol,
e treme até de ouvir-lhe a voz encantadora,
quem sempre ouviu sorrindo a furia rugidora
do vento e dos trovões...
Talitha, interrompendo
Então?...