Os seus olhos sem luz tem mais fulgor que a lua.

Talitha

Engeitada ao nascer vivo esperando a morte...

Ruy

Alma branca de luz que illuminaste
a ventura das minhas esperanças,
bemdito seja o véo de negras tranças
que sobre a minha vida desnastraste!
Bemdito seja nesse dôce engaste
das palpebras subtis brancas e mansas
o mesto olhar que cobre de bonanças
a vida deste amor que tu salvaste!
És para mim a linha do horisonte,
curva do céo, á noite, constellada,
agua lustral de uma sagrada fonte,
toda a ambição dest'alma allucinada,
e a nuvem que circumda a minha fronte
como um disco de treva avelludada...

Talitha, de mãos postas

Meu Deus, e nunca mais, nunca mais hei de vêl-o!...

Ruy

Sim, Talitha, verá; o meu maior desvelo
ha de ser o fulgor do seu formoso olhar.

SCENA VII