As amoreiras nacem com a mesma facilidade por estaca, que por semente, & mergulho.

Quando a amoreira quizer florecer se cortarà hum ramo, que desse jâ dous annos flor, & fruto, & que haja ao menos outo annos, que tenha sahido da aruore, & sẽdo possiuel seja torto, & tenha duas pontas na parte por onde se cortar, para que metido na terra, o ramo saya direito, & o pé entre torto, & possa formar duas raizes.

Estes ramos se meterâõ na terra em regos, como se plantam as vinhas, hum pouco profundos, nam deixando fora da terra mais que dous, ou tres botoens do ramo.

He conueniente fender, & abrir a ponta deste ramo, que entra na terra, de tres, ou quatro polegadas, & meter entre as fenda algũs graõs de trigo, ou ceuada, porque vindo a humedecerse, conseruarâm fresco o tronco, & o farâõ pegar mais facilmente, conuem regalos, quando for necessario, até se entender que tem raizes, & crecendo he necessario podalos, & cultiualos, como fica dito, & diante se dirà.

CAPITVLO VI.

Modo de plantar as amoreiras por enxerto.

Onde ha amoreiras pretas, este he o mais facil meyo de hauer as brancas, enxertando nellas garfos das brancas, & aonde faltaõ, se podẽ enxertar em quaesquer outras aruores.

Os modos dos enxertos, sam os cõmuns, que se tem cõ as outras aruores, o tẽpo mais proprio he na Primauera, mas todo o tempo que serue para os enxertos das outras aruores, serue às amoreiras.

He necessario escolher o garfo das aruores mais velhas, & daquellas que dam a mais fermosa, & a melhor folha, escolhendo os garfos mais nouos, & que estaõ na aruore mais expostos ao meio dia, & mais nas extremidades da aruore, que no meyo, & que tenham a folha muito verde, redõda, & nam manchada.

CAPITVLO VII.