—Então os meninos são?...

E a commoção embargou-lhe a voz.

—Somos, sim senhor, somos filhos de meu pae, eu chamo-me José, que era o nome de meu avô, e minha irmã é Isabel, porque nasceu no dia de Santa Isabel.

—Pois eu...

Mas a reflexão cortou-lhe a palavra: queria vêr; queria, antes de se declarar, que aprendessem a abençoal-o. Entretanto, agarrou-os bem para si e abraçou-os muito enternecido.

—O senhor está a chorar, disse Isabel com aquella perspicacia de mulher mesmo pequena, olhe, já vou gostando mais de si!

—Gosta, gosta, minha Isabelinha, que eu tambem gosto muito de ti. E tu lá, José, tambem és meu amigo?

—Eu engracei comsigo logo ao principio. Aqui está a nossa casa; e batendo á porta:—mãe, mãe, aqui vem um senhor, que sabe d’um remedio para curar o pae! Abra a porta, mãe, somos nós.

Effectivamente estavam á porta de Raymundo. A luz que vinha de dentro ao abrir, cegou por momentos a Joaquim, que só depois de se costumar á claridade é que pôde dar fé do interior d’aquella habitação.