III
A proposito da missa do dia

Entre os trabalhadores da quinta, havia um chamado Antonio, bom rapaz, é verdade; mas que tinha um defeito, de que se não corrigia.

Era mentiroso, como os que o são, e quando o não acreditavam, amontoava juras, qual mais tremenda ou de mais responsabilidade e respeito para um homem de bem.

E era pena; porque poucos havia tão laboriosos como elle.

Era conhecido pelo—gallo da madrugada—titulo bem justificado em vista do que se apressava em concorrer ao trabalho: e não poucas vezes os pobres beneficios, que o seu magro peculio lhe permittia fazer, vinham a constar, pelos outros e não por elle, muito em seu abono e boa reputação.