Vai então o bandido amigo, irrequieto e nervoso, começa de farejar novas vias de exploração.
—Nada! dizia elle. Segurar a vida é pouco; é preciso tambem segurar o capital. Mãos á obra!
E formaram-se os bancos e as casas bancarias.
Mas bandido—manhoso tinha já propensões para abusar. A policia ia-lhe sempre{38} na pista. Todavia, elle, o heroe, elle não descansava nunca.
Ah! bandido! ah! brejeiro!
Ainda era pouco. Claret tinha a ambição louca e avara de um Shylock hespanhol. Queria ser rico, queria jogar, queria amar, queria divertir-se. E para tudo isso era preciso inventar, ser original, ter idéas.
Crearam-se os bancos; o credito, porém ficou o mesmo, isto é, um pouco peior do que estava. O paiz não melhorava a sua riqueza publica. Então o governo pensou comsigo mesmo e disse:—Maldito bandido!—sempre desassocegado e criança: por Deus, cautella! nem mais um passo...
E bandido—esperto abriu o olho e principiou a ver, ao longe uma cousa que lhe fallava em inscripções e em fundos publicos. Olé! Olé! Cá está a incognita! A elles, aos fundos publicos!
Ao que o sr. Salaverria sorriu ironicamente, como querendo dizer:—Espera maroto, que te escacho!
E assim foi.