[AMOUR ET CHAMPAGNE]

AMOUR ET CHAMPAGNE

Vive l'amour! Vive le champagne!...

O amor é o nosso heróe, mas um heróe comme il faut; o champagne o seu condigno satellite.

A scena passa-se n'um baile, se bem me recordo.

O protogonista da acção é um mancebo de vinte annos, pouco mais ou menos; alto, magro, de cabello e bigode alourado, testa rasgada e ampla, olhos pequeninos e vivos, e com todos os signaes visiveis d'uma imaginação eminentemente fogosa, mas, em parte, já obscurecida pelo contínuo perpassar de medonhas orgias e pelo roçar de perigosas paixões.

Agora, com estes preludios, leitor amigo, acompanhemos o nosso personagem, e perscrutemos, sem escrupulo, alguns episodios da sua tragica vida.

Silencio, pois!

Eil-o ali, áquelle cantinho! Lá caminha passo lento e medido! Os sons da orchestra attráem-n'o irresistivelmente ao salão! Aquelle esplendor, aquella voluptuosidade oriental, que se respira n'aquelle recinto ideal e angelico, despertam em sua alma febril o enlevo de mais venturosos dias, evocando á sua phantasia amortecida esses phantasmas crueis e fagueiros, que outr'ora lhe alimentavam os doces sonhos do porvir.

Alvaro, dirigido para ali automaticamente, foi sentar-se na primeira cadeira, que, ao acaso, encontrou.