Ouvi-a, por uma noite de julho, sentado á margem de saudoso regato.

Foi uma hora solemne: um momento augusto e santo!

A brisa, de envolta com o perfume da noite, foi segredal-a ás florinhas do vergel, e estas enviaram-na ao céo.

Na terra repercutiu-se o côro dos anjos, lamentando a desditosa sorte de seus adorados irmãos.

Por um momento, eclipsou-se o brilho das estrellas; deixou de reflectir-se a lua no seu espelho de prata.

As avesinhas não tiveram gorgeios; cessou a viração no seu curso veloz.

Silencio sepulchral! sublime idyllio! magestoso quadro!

Falta-nos o pincel de Corregio; não possuimos os thesouros de Petrarcha, nem tão pouco a eloquencia de Demosthenes.

E é pena, na verdade!...

Cada apostolo tem a sua missão a cumprir sobre a terra.