--«Ser eu feliz, alegre, bom, docil; amar uma mulher ternamente, com a intensidade d'um seraphim; e vêr-me tristemente illudido por esse demonio maldito!... Oh!... por Deus! nem pensar n'isso!...
«E aquella vibora, aquella Lui... i...--Ai! Senhor! Senhor! seja o seu nome para sempre esquecido!--a ostentar tamanho pudor, tamanha virgindade e honestidade, e tudo com o hypocrito fim de me amortalhar covardemente!...
«E toda a gente a acreditava piamente; sim! todo o mundo, até eu!...
«Eterna maldição sobre o desgraçado, que foi procurar na mulher, que escolhera para esposa, a deshonra da sua propria familia!...
«Ha! Ha! Ha!...
E n'isto o desventurado moço soltava uma cynica gargalhada!
Frequentemente repetia elle o nome de sua esposa, uma e muitas vezes; e logo após, n'um acto de medonho desespero, chorando desabridamente, arrancava de si um punhado de cabellos ensanguentados, e rojava-se no lagedo do carcere.
E eram bem tristes as suas lagrimas, bem acerbo o seu pranto!
Pobre Fernando! Quem não teria pena de ti?!...
Um anno decorrido exactamente desde o dia em que se havia festejado o noivado de Fernando e Luiza,--pelas ruas da pequena e triste povoação seguia compassadamente um funebre prestito.