Vaillant não limita o seu communismo ás forças productoras e a repartição dos productos, segundo as necessidades de cada um, vae até á organisação da communa de Paris, como primeiro passo para o estabelecimento da nova ordem social.

Na sua profissão de fé, encontra-se esta ideia, profundamente accentuada:

«É mister dar ao paiz, emancipado da tyrannia administrativa, policial e judiciaria, como elemento{132} do seu organismo politico, a organisação communal e cantonal, dando a Paris a liberdade communal, e fazendo-a entrar no direito commum, pelo restabelecimento da Communa de Paris.» Mais adeante pede, «que a communa seja senhora da sua administração, das suas finanças, e da sua policia.»

A vida politica de Vaillant, começou no anno terrivel. Regressando da Allemanha, por occasião da declaração de guerra, fez parte da communa, refugiando-se depois em Inglaterra.

A amnistia trouxe-o novamente a França, em 1880.

Ao lado de Blanqui que os eleitores de Lyon e Bordeaux haviam arrancado á prisão, Vaillant prosegue na sua obra revolucionaria, organisando o comité central revolucionario e sendo um dos fundadores do jornal—Ni Dieu ni Maitre, que pouco tempo poude resistir ás forças combinadas da policia e da reacção.

Foi eleito conselheiro municipal em 1887, 1890 e 1893, e é hoje um dos deputados socialistas de Paris.

Foi elle o auctor de um importantissimo projecto de lei apresentado ultimamente, em nome do partido{133} socialista, á camara dos deputados sobre a suppressão do exercito permanente e a sua transformação progressiva em milicias nacionaes.