—Moramos na rua do Meio n.º 7, Lapa, respondeu Jeronymo, fazendo ao mesmo tempo uma dolorosa contracção.
—Que é isso, meu amigo? acudiu rapidamente o commendador dirigindo-se ao mestre de obras.
—É uma dôr muito grande que me toma a cabeça toda, respondeu elle, levando á fronte ambas as mãos.
—Veja se póde socegar um momento, e tranquillize se porque vamos immediatamente chamar a sua familia.
—Para que venham mais depressa vou mandar o meu trem, disse o visconde dirigindo-se para a porta.
—Bom será, visconde, ajuntou o commendador, quanto mais depressa descançarmos aquella pobre gente tanto melhor para todos.
—Se vossas senhorias fossem tão bons que tal fizessem, seria uma grande obra de caridade, disse Jeronymo, tentando sentar-se sobre o leito.
—Não faça similhante loucura. Conserve-se como está, e tenha a certeza que d'aqui a meia hora terá a seu lado as pessoas que tanto deseja.
N'este momento entrou a sr.ª D. Maria Egypciaca, acompanhada por suas duas filhas.
—Já sabemos, graças a Deus, quem é o nosso doente, e onde mora, disse a D. Maria Egypciaca o visconde, que n'esse momento saía do quarto, com o fim de dar ordem ao cocheiro para trazer a familia do ferido.