Que te importam a ti, astro fecundo,
Essas mil gerações de fragil barro,
Que vês, qual denso pó, brotar no mundo
Sob as ardentes rodas do teu carro?
Quando, nuncio da vida, a mão do eterno
Te fez brilhar no espaço a vez primeira,
Medonhas sombras, e continuo inverno
Cobriam a teus pés a terra inteira.
Mas apenas a luz doirando os ares,
Veiu annunciar-lhe, oh sol, o teu destino,