Em seus labios de rosa pouco aberta,
Como tímida pomba sempre álerta,
Me impunha ora silencio, ora segredo;
Quando, como a alvéola, delicada
E linda como a flor que haja mais linda
Passava como o cysne, ou como, ainda
Antes do sol raiar, nuvem doirada;
Quando em balsamo d'alma piedosa
Ungia as mãos da supplice indigencia,
Como a nuvem nas mãos da providencia