Não és aquelle mesmo intonso e hirsuto,
Sem vontade ou direito; por ventura
Bebendo o choro mudo, nunca enxuto?
Vivendo equiparado sempre ao bruto?
Não és aquelle a quem o sol aquenta
Pela graça dos reis, pois que um relance
Das Bastilhas te arroja á morte lenta?
Da crassa escravidão deixaste o alcance?
Da gleba adscripta sacudiste o transe?
Como ousaste pensar por ti um dia,