ÁS MÃES

Oh santas, que embalaes os berços das crianças,

E assim lh'o revestis de floreas esperanças;

Que andaes sempre a cuidar das almas por abrir,

E a verter-lhes no seio o germen do porvir!

Sois vós que, pela mão, da gloria á vida inquieta

Levaes um vosso filho, um pallido propheta,

Que é Newton ou Petrarcha, Angelo ou Raphael,

Com o pincel e a pena, o compasso e o cinzel,