DILEMMA
Eu, quando aos labios teus o pejo assoma
Como no céo a nuvem matutina,
Ou, quando esse rubor que te illumina
Occultas entre as ondas da aurea cóma,
Parece que estou vendo, n'esse pejo,
A timidez da pomba que tem medo
Do mais leve sussufro do arvoredo,
Cuidando que o rumor lhe pede um beijo